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Essa é a segunda entrevista com os leitores que foram premiados no concurso Melhores do Vinho 2013 pela Prazeres. Com vocês, Diego Arrebola:

Angry: Você escolheu a profissão de sommelier ou ela veio como alternativa?

Diego: Um pouco dos dois. Foi uma alternativa que surgiu a outras funções do ramo de restauração, e também a outras oportunidades profissionais que eu tive, no entanto, em última instância, tornar-me efetivamente um Sommelier, estudar e capacitar-me como tal, foi uma escolha consciente.

Angry: Os seus colegas de profissão tem uma história parecida com a sua?

Diego: Aí você precisa perguntar para cada um deles, mas pelo contato que já tive e tenho com outros profissionais, acredito que boa parte acabou nesse ramo por acaso, assumindo essa função no restaurante, e acabou se interessando pela coisa. Mas há sim aqueles que, já antes de ingressar no ramo optaram por estudar e abraçar esta carreira.

Angry: Para você, o que é ser sommelier no Brasil?

Diego: Infelizmente, na visão de grande parte dos donos de restaurantes, ser sommelier é ser um garçom de vinhos, só um cara que organiza estoques e abra garrafas. São poucos os que tem uma visão mais ampla, e compreendem que o sommelier é, na verdade, um bussines man, responsável por cuidar de um setor com potencial pra gerar uma grande parcela do lucro de qualquer empresa do ramo, atentando desde o serviço, até a compra e seleção dos fornecedores.

Angry: As empresas nas quais você trabalhou te deram algum tipo de apoio para o seu crescimento?

Diego: A partir do Olivetto sim, me apoiaram, principalmente, com condições para desenvolver meu trabalho e me destacar. Antes disso, nem as empresas, e sinceramente, nem eu mesmo, tínhamos a visão clara de que aquela era a carreira na qual eu seguiria de forma definitiva.

Angry: O que o prêmio recebido pela revista representa para você?

Diego: Você se refere a qual prêmio? O das Cartas de Vinhos!? Se sim, este prêmio representa um reconhecimento a um trabalho bem feito. No caso do Casa de Maria, foi o 3º anos seguido em que obtivemos esse reconhecimento. Contando com os prêmios que recebi ainda no Olivetto, foi o 5º ano consecutivo em que tive minhas Cartas de Vinhos reconhecidas pela revista, o que demonstra que vamos pelo caminho certo, com qualidade e constância.

Angry: A quem você NÃO dedica esse prêmio?

Angry: Eu não dedico este prêmio a todos os maus profissionais, que danificam o bom nome de nossa profissão, àqueles que se acham profissionais completos apenas por conta de um diploma, sem nunca ter tido o interesse de estudar um pouco mais, conhecer um pouco mais, e ainda assim batem no peito como grandes especialistas e detentores dos mais profundos conhecimentos sobre os céus e a terra.

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