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Porque é que ainda me perguntam se eu gosto de carnaval? Não tá na cara não?
Gosto tanto que fiz uma homenagem sincera aos sambas d’outros tempos, d’antes do IBRAVIN, inclusive.

Samba do Escanção

É melhor ser alegre que ser triste
Rir dos outros é a melhor coisa que existe
É assim como a luz sobre o escanção
Mas pra fazer um samba sobre vinho é preciso um bocado de improviso
Se não não se faz um samba não

Servir bem, com prazer não é piada
Cliente chato, esnobão não tá com nada
Servir vinho tem que ser com precisão
Levar vinho numa bandeja que balança
E abrir ele sem fazer lambança
Vai fazer derreter seu coração

Falado

(Não seja feito essa gente que anda por aí brigando co’atendente
Cuidado companheiro! Ele pode te bater!
Não me engane, foi uma dose só!
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tu bebeu sem provar!
Muito bem provado co’a comanda passada pelo bar e assinado embaixo: BARMAN
Há sempre um sommelier à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de taças
Ponha um pouco de jeito nos seus modos
Muleque!)

Ponha um pouco de amor nessa aparência
E vai ver que quem te serve com decência
Não mais cospe no seu prato mais não

Porque o coitado nasceu lá na Bahia
E se hoje é escanção por galhardia
É cabra macho demais com os cuzão

Falado
(adendo para o IBRAVIN)

(Eu, por exemplo, sommelier do mato
Nome não dito por medo de revanche,
o chato menos enochato do Brasil,
da linha direta dos terroiristas, saravá!
Não pude deixar de notar
que proibiram o vinho de ser vendido
no carnaval
Logo agora que ele estava sendo visto
de mãos dadas com a cerveja
aquela traidora)

samba do escanção