Mula, imbecil, débil mental. Estou indeciso quanto ao adjetivo mais correto a ser aplicado nesse caso. Explico:
O animal chegou no restaurante, pediu a carta de vinhos, foi conhecer a adega e deu piti. De bichinha. Só faltou rolar no chão batendo os pulsinhos. O motivo? O absurdo de haver na carta um vinho de mil reais, mais a desfaçatez de a carta não estar organizada da forma como a criança de 60 anos queria, e ainda por cima a adega estar sem placas indicativas dos países. Só faltou chamar a imprensa por não ter o que certamente é seu vinho preferido, o Reservado Concha y Toro.
Mas quem estava ao alcance o palhacito chamou para fazer suas reclamações. Garçom primeiro, em seguida o gerente e depois o chef de cozinha. Sim, porque o show tinha que ser grande. E não contente com a plateia/vítima, ainda se deu ao trabalho de procurar saber quem é o dono do restaurante, e ligou para ele para mostrar sua extrema indignação. Ao obter como resposta a sentença “quem entende de vinho é o sommelier. O senhor pode falar diretamente com ele para dar suas sugestões e fazer suas reclamações”, o desprezível cliente mostrou que a ignorância pode ser infinita dizendo que não queria mostrar ao sommelier como ele deve fazer seu trabalho.
No fim das contas o covarde não falou comigo. E acho que fez bem. A essa altura eu enfiaria no seu rabo cada garrafa de vinho. Em ordem alfabética.

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