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Essa semana não vou publicar um texto meu, mas do Alexandre Versignassi, editor da Superinteressante, que foi publicado em seu blog. Espero que o uso do vinho como exemplo remeta os caros leitores à reflexão, com ou sem vinho de meditação.

“Para entender melhor o que está acontecendo na rua, imagine que você é o presidente de um um país fictício. Aí você acorda um dia e resolve construir um estádio. Uma “arena”.

O dinheiro que o seu país fictício tem na mão não dá conta da obra. Mas tudo bem. Você é o rei aqui. É só mandar imprimir uns 600 milhões de dinheiros que a arena sai.

Esses dinheiros vão para bancar os blocos de concreto e o salário dos pedreiros. Eles recebem o dinheiro novo e começam a construção. Mas também começam a gastar a grana que estão recebendo. E isso é bom: se os caras vão comprar vinho, a demanda pela bebida aumenta e os vinicultores do seu país ganham uma motivação para produzir mais bebida. Com eles plantando mais e fazendo mais vinho o PIB da sua nação fictícia cresce. Imprimir dinheiro para construir estádio às vezes pode ser uma boa mesmo.

Mas e se houver mais dinheiro no mercado do que a capacidade de os vinicultores produzirem mais vinho? Eles vão leiloar as garrafas. Não num leilão propriamente dito, mas aumentando o preço. O valor de uma garrafa de vinho não é o que ela custou para ser produzida, mas o máximo que as pessoas estão dispostas a pagar por ela. E se muita gente estiver com muito dinheiro na mão, essa disposição para gastar mais vai existir.

Agora que o preço do vinho aumentou e os vinicultores estão ganhando o dobro, o que acontece? Vamos dizer que um desses vinicultores resolve aproveitar o momento bom nos negócios e vai construir uma casa nova, lindona. E sai para comprar o material de construção.

Só tem uma coisa. Não foi só o vinicultor que ganhou mais dinheiro no seu país fictício. Foi todo mundo envolvido na construção do estádio e todo mundo que vendeu coisas para eles. Tem bastante gente na jogada com os bolsos mais cheios. E algumas dessas pessoas podem ter a idéia de ampliar as casas delas também. Natural.

Então as empresas de material de construção vão receber mais pedidos do que podem dar conta. Com vários clientes novos e sem ter como aumentar a produção do dia para a noite, o cara do material de construção vai fazer o que? Vai botar o preço lá em cima, porque não é besta.

Mas espera um pouco. Você não tinha mandado imprimir 600 milhões de dinheiros para fazer um estádio? Mas e agora, que ainda não fizeram nem metade das arquibancadas e o material de construção já ficou mais caro? Lembre-se que o concreto subiu justamente por causa do dinheiro novo que você mandou fazer.

Mas, caramba, você tem que terminar a arena. A Copa das Confederações Fictícias está logo ali… Então você dá a ordem: “Manda imprimir mais 1 bilhão e termina logo essa joça”. Nisso, os fabricantes de material e os funcionários deles saem para comprar vinho… E a remarcação de preços começa de novo. Para quem vende o material de construção, tudo continua basicamente na mesma. O vinho ficou mais caro, mas eles estão recebendo mais dinheiro direto da sua mão.

Mas para outros habitantes do seu país fictício a situação complicou. É o caso dos operários que estão levantado o estádio. O salário deles continua na mesma, mas agora eles têm de trabalhar mais horas para comprar a mesma quantidade de vinho.

O que você fez, na prática, foi roubar os peões. Ao imprimir mais moeda, você diminuiu o poder de compra dos caras. Inflação é um jeito de o governo bater as carteiras dos governados.

Foi mais ou menos o que aconteceu no mundo real. Primeiro, deixaram as impressoras de dinheiro ligadas no máximo. Só para dar uma ideia: em junho de 2010, havia R$ 124 bilhões em cédulas girando no país. Agora, são R$ 171 bilhões. Quase 40% a mais. Essa torrente de dinheiro teve vários destinatários. Um deles foram os deputados, que aumentaram o próprio salário de R$ 16.500 para de R$ 26.700 em 2010, criando um efeito cascata que estufou os contracheques de TODOS os políticos do país, já que o salário dos deputados federais baliza os dos estaduais e dos vereadores. Parece banal. E até é. Menos irrelevante, porém, foi outro recebedor dos reais novos que não paravam de sair das impressoras: o BNDES, que irrigou nossa economia com R$ 600 bilhões nos últimos 4 anos. Parte desse dinheiro se transformou em bônus de executivo. Os executivos saíram para comprar vinho… Inflação. Em palavras mais precisas, o poder de compra da maioria começou a diminuir. Foi como se algumas notas tivessem se desmaterializado das carteiras deles.

Algumas dessas carteiras, na verdade, sempre acabam mais ou menos protegidas. Quem pode mais tem mais acesso a aplicações que seguram melhor a bronca da inflação (fundos com taxas de administração baixas, CDBs que dão 100% do CDI…, depois falamos mais sobre isso). O ponto é que o pessoal dos andares de baixo é quem perde mais.

Isso deixa claro qual é o grande mal da inflação: ela aumenta a desigualdade. Não tem jeito. E esse tipo de cenário sempre foi o mais propício para revoltas. Revoltas que começam com aquela gota a mais que faz o barril transbordar. Os centavos a mais no ônibus foram essa gota”.

passe livre

O Tal Vinho de Mesa

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Io sono italiano, capiche?

Conseguiu imaginar um maluco bigodudo gesticulando ferozmente com todos os dedos da mão direita unidos? Ma porco, Dio!

Embora meu sobrenome seja francês (pra quem não me conhece: Angry Sommelier, à disposição), meus pais nasceram no Brasil, meus nonos nasceram no Brasil, mas meus bisnonos e todos os tataranonos nasceram na Itália. Como bom italiano que sou, tenho todo o direito de italiano me considerar, então nem tente me dissuadir disso.

Bene, conto isso para chegar ao assunto principal que é o vinho de mesa. Aquele vinho que a sommeliers mais sensíveis a simples menção dos nomes aterroriza mais que a virada de cabeça da menina do Exorcista. CANÇÃO, DOM BOSCO, SANTA FELICIDADE, DO FREI. E para espantar geral… CHAPIIIIINHAAAAAAA. Bú!

Que atire a primeira taça quem cresceu bebendo Lafite.

Isso foi um som de taça espatifando?

Onde eu estava mesmo? Ah, sim, no começo.

Eu gosto de vinho de mesa, prontofalei. Agora podem confiscar minha carteirinha de sommelier.

Cresci bebendo vinho, como toda criança italiana. Na minha casa existia um parreiral repleto de periquitos de estimação que devoravam todas as uvas. E é por isso que hoje eu não sou enólogo.

Eu me sentava durante horas com meu nono, que me contava a história dos seus pais que ao chegar ao Brasil tentaram com todas as forças, como qualquer imigrante, preservar as suas mais caras tradições. Entre elas a comida e o vinho. E o Funiculi, Funiculá, infelizmente.

Eles tiveram que se adaptar àquilo que tinham em mãos. A polenta passou a ser feita com o fubá brasileiro e o vinho, com as uvas americanas. Também muito possivelmente foram eles que inventaram a sopa de pedra, haja vista as montanhas de Santa Catarina, doadas pelo governo ainda virgens e inférteis.

Virgem só não permaneceu minha bisnona, ainda bem. Era um filho por ano, colocado pra trabalhar nas montanhas rochosas assim que conseguisse juntar os dedos e gesticular “mamma!”.

Eles herdaram a terra em Santa Catarina quando ainda estavam no Rio Grande do Sul. Foram para lá de carroça, meu avô ainda pequeno, já com facão, abrindo a estrada onde a carroça (e depois bois, carros, asfalto) ia passar. Levavam consigo uma saca de cada tipo de alimento disponível e todo o vinho que puderam carregar. Tinham que chegar até sua cota de terra, plantar e colher antes que a comida das sacas acabasse.

Conseguiram, ou eu nem estaria aqui narrando a história. Plantaram a vinha, o milho e tudo o mais que as pedras permitissem. Criaram gado, casaram entre primos por pura falta de opção (o que tornou a rede de parental desses filhos bastante complexa).

Formaram uma comunidade que virou vila e virou cidade.

Cada vez que vou visitar o lugar me deparo com menos pessoas da família. Sobraram os retratos antigos, as casas de madeira caindo aos pedaços, alguns tios avós muito velhos cheios de histórias. E os parreirais, infelizmente não mais cultivados pelo nono, morto há mais de 20 anos.

Essa história é muito parecida com qualquer história de qualquer imigrante italiano que se instalou em qualquer lugar que tivesse o mínimo espaço de terra capaz de abrigar uma vinha. Foram eles que fizeram os primeiros vinhos brasileiros e o vinho que eles fizeram os acalentou, alegrou, aqueceu. Foi a partir desse vinho que todos os outros vieram, foi com ele que brasileiros não italianos aprenderam a beber. Foi por causa dele que hoje temos vinho de vitis européia. O vinho de mesa desbravou o caminho para que os vinhos finos trafegassem por essas bandas da mesma forma que meus bisavós abriram o caminho para Santa Catarina, para os meus avós, meus pais e eu.

Cada vez que visito os parantes tutto buona gente, sou recebido com abraços apertados, elogios à minha gordura e uma garrafa (as vezes pet) de vinho absolutamente comum.

Eles sequer conseguem pronunciar o nome da minha profissão, mas sabem que gosto de vinho e que o divulgo. Bebo com prazer o vinho de mesa, feito de vitis americana e não sinto nele o aroma “fox”, nem o considero “medíocre” ou ”imbebível”.  Sinto nele apenas os aromas da coragem, persistência, amor e dedicação que me trouxeram até ele novamente. Se hoje sou sommelier, devo isso a esse vinho, e pago com o respeito que lhe é devido.

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Meu tatatatataranono. Não duvide.

Melhores do Vinho Prazeres da Mesa – Gilmara Vesolli

Essa é a última parte das entrevistas com os três leitores que ganharam o prêmio de Melhores do Vinho da Prazeres da mesa. Dessa vez falo com Gilmara Vesolli, responsável por uma das cartas que recebeu o prêmio Excelência. Segue a entrevista:

Angry: Você escolheu a profissão de sommelier ou ela veio como alternativa?

Gil: Há um tempo atrás eu diria que foi alternativa, mas hoje vejo de outro modo. Queria, quando criança dar aula, fazer faculdade de Psicologia ou Filosofia, além de escrever.

Bem, hoje eu sei que encontrei tudo isso no vinho, e muito mais.

Angry: Os seus colegas de profissão tem uma história parecida com a sua?

Gil: Sim e não. A maioria começou a trabalhar com vinho quando começou a trabalhar em restaurante, como eu. Por outro lado jamais tiveram contato com o vinho antes, ao contrário de mim, que, descendente de italianos e sulista, sempre tive o vinho presente.

Me formei em Minas Gerais, então estou falando dos colegas de lá e de outros, como São Paulo e Sergipe. Provavelmente colegas de profissão do sul tenham histórias parecidas com a minha.

Angry: Para você, o que é ser sommelier no Brasil?

Gil: É desbravar floresta com faquinha de mesa!

Angry: As empresas nas quais você trabalhou te deram algum tipo de apoio para o seu crescimento?

Gil: O primeiro restaurante que trabalhei, na pequena Palmas (do Paraná, não de Tocantins!), La Bella Itália, onde ouvi pela primeira vez que cabernet sauvignon era uma uva, foi o pontapé inicial. Depois de formada, o único apoio de empresa que tive foi na Expand Minas, que investiu e acreditou no meu trabalho. Infelizmente a empresa fechou devido à crise que a importadora passou. No restante do tempo e cinco outras empresas, nenhum tipo de apoio ou incentivo, sequer moral. Infelizmente esse é um retrato comum que qualquer sommelier pode descrever.

Angry: O que o prêmio recebido pela revista representa para você?

Gil: Reconhecimento de todo o esforço, toda a luta, todas as horas de estudo. E um enorme prêmio pela dedicação e pela superação.

Angry: A quem você NÃO dedica esse prêmio?

Gil: Tenho uma lista enorme! rs

Não dedico com todo o prazer aos esnobes do vinho, sejam enólogos, enófilos, sommeliers ou professores. Quem complica o vinho, finge saber tudo a seu respeito ou o coloca como um distintivo social e cultural merece um outro prêmio: de Asno do Ano.

Não dedico a todos os avaliadores e críticos do vinho, a todos os que acreditam que o vinho possa ser qualificado por números, estrelas ou seja lá que método for, mas nunca pela pura e simples emoção. Mas principalmente, não dedico àqueles que querem transformar o vinho em coca cola.

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Melhores do Vinho Prazeres da Mesa – Diego Arrebola

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Essa é a segunda entrevista com os leitores que foram premiados no concurso Melhores do Vinho 2013 pela Prazeres. Com vocês, Diego Arrebola:

Angry: Você escolheu a profissão de sommelier ou ela veio como alternativa?

Diego: Um pouco dos dois. Foi uma alternativa que surgiu a outras funções do ramo de restauração, e também a outras oportunidades profissionais que eu tive, no entanto, em última instância, tornar-me efetivamente um Sommelier, estudar e capacitar-me como tal, foi uma escolha consciente.

Angry: Os seus colegas de profissão tem uma história parecida com a sua?

Diego: Aí você precisa perguntar para cada um deles, mas pelo contato que já tive e tenho com outros profissionais, acredito que boa parte acabou nesse ramo por acaso, assumindo essa função no restaurante, e acabou se interessando pela coisa. Mas há sim aqueles que, já antes de ingressar no ramo optaram por estudar e abraçar esta carreira.

Angry: Para você, o que é ser sommelier no Brasil?

Diego: Infelizmente, na visão de grande parte dos donos de restaurantes, ser sommelier é ser um garçom de vinhos, só um cara que organiza estoques e abra garrafas. São poucos os que tem uma visão mais ampla, e compreendem que o sommelier é, na verdade, um bussines man, responsável por cuidar de um setor com potencial pra gerar uma grande parcela do lucro de qualquer empresa do ramo, atentando desde o serviço, até a compra e seleção dos fornecedores.

Angry: As empresas nas quais você trabalhou te deram algum tipo de apoio para o seu crescimento?

Diego: A partir do Olivetto sim, me apoiaram, principalmente, com condições para desenvolver meu trabalho e me destacar. Antes disso, nem as empresas, e sinceramente, nem eu mesmo, tínhamos a visão clara de que aquela era a carreira na qual eu seguiria de forma definitiva.

Angry: O que o prêmio recebido pela revista representa para você?

Diego: Você se refere a qual prêmio? O das Cartas de Vinhos!? Se sim, este prêmio representa um reconhecimento a um trabalho bem feito. No caso do Casa de Maria, foi o 3º anos seguido em que obtivemos esse reconhecimento. Contando com os prêmios que recebi ainda no Olivetto, foi o 5º ano consecutivo em que tive minhas Cartas de Vinhos reconhecidas pela revista, o que demonstra que vamos pelo caminho certo, com qualidade e constância.

Angry: A quem você NÃO dedica esse prêmio?

Angry: Eu não dedico este prêmio a todos os maus profissionais, que danificam o bom nome de nossa profissão, àqueles que se acham profissionais completos apenas por conta de um diploma, sem nunca ter tido o interesse de estudar um pouco mais, conhecer um pouco mais, e ainda assim batem no peito como grandes especialistas e detentores dos mais profundos conhecimentos sobre os céus e a terra.

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Melhores do Vinho Prazeres da Mesa – Aldo Assada

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Já falei lá no Facebook sobre o prazer de ter três leitores que foram premiados pela Prazeres da Mesa. Pedi para que todos eles me concedessem uma entrevista. A prontidão com a qual todos me responderam e as respostas às perguntas me deixaram ainda mais orgulhoso por estar “próximo” a eles.

Segue a publicação da primeira entrevista, com o eleito Melhor Sommelier pela revista, Aldo Assada. Semana que vem tem a segunda, com o Diego Arrebola e na seguinte, a última, com a Gil Vesolli.

Angry: Você escolheu a profissão de sommelier ou ela veio como alternativa?

Aldo: Diria que foi um pouco de ambos pois na verdade eu não tinha foco em atuar no salão de um restaurante ou de um bar, como é o caso hoje.                             Na época em que eu decidi entrar no mercado, confesso que não sabia do que ou aonde eu queria trabalhar pois para mim o importante era trabalhar com vinhos, seja lá o que fosse mas sentia dificuldades e via muitos obstáculos. Eu vivia perguntando para alguns amigos que tinham contatos importantes e eles me ajudavam enviando meu currículo mas não conseguia sequer uma entrevista, até que um dia consegui ingressar em uma importadora de grande porte, onde trabalhei por um ano em vendas. Posteriormente fui trabalhar em um e-commerce por alguns meses e depois fiquei desempregado.

Nesse meio tempo antes de eu entrar no Bardega, eu estava pleitando a possibilidade de trabalhar com consultoria, fazendo treinamento de brigadas, degustações dirigidas, cursos e etc que é o que eu procurava no momento além de focar nos estudos para o WSET 4. Hoje, eu posso dizer que tem sido uma experiência muito positiva e muito gratificante trabalhar como sommelier diretamente no salão.

Angry: Os seus colegas de profissão tem uma história parecida com a sua?

Aldo: Talvez só um amigo meu, o Gustavo Cunha, que era violinista erudito e o hoje encontra-se como chefe de sommeliers do Adega Santiago do Shopping Cidade Jardim. Fui músico profissional por 14 anos antes de ingressar no mercado e nesse período, tudo o que eu ganhava, ao invés de investir em equipamento, eu revertia tudo em garrafas e livros sobre vinhos!                                                    Bom, hoje inverteu um pouco esse processo…ultimamente eu vinha gastando um bom dinheiro em pedais de efeitos e baixos elétricos! Hehehe

Angry: Para você, o que é ser sommelier no Brasil?

Aldo: Difícil de responder essa pergunta. A melhor maneira de responder seria citar alguns profissionais que considero o que é ser sommelier no Brasil: o Tiago Locatelli talvez seja o melhor exemplo para todos pois é um profissional extremamente competente, com alto nível de conhecimento e ao mesmo tempo exemplo de humildade e simplicidade. Outra pessoa também que merece ser citado é o Rafael Goulart, ex-Les Marais, que também possui um amplo conhecimento como o Tiago mas no caso dele, mais focado no serviço e principalmente em vendas, coisa que muitos sommeliers esquecem que uma das nossas funções é também aumentar a receita da empresa onde se trabalha.

Angry: As empresas nas quais você trabalhou te deram algum tipo de apoio para o seu crescimento?

Aldo: Para ser bem honesto, só no Bardega onde atualmente eu trabalho.

Angry: O que o prêmio recebido pela revista representa para você?

Aldo: O reconhecimento de tudo que eu estudei (e que ainda estudo) e de todo meu esforço pois para mim, como disse acima, o mais importante era poder trabalhar com vinhos. Não me importava de carregar caixas de vinho e fazer outros trabalhos não tão “louváveis”; por pior que fossem e se essa era a minha paixão, dessa paixão eu sabia que alguém observaria e bem, acho que observaram! 

Angry: A quem você NÃO dedica esse prêmio?

Aldo: Não dedicaria? Prefiro não pensar assim. Quero sim é dedicar a todos que me apoiaram: aos sócios, amigos e clientes do Bardega e principalmente a minha família e meus amigos pois sem eles, ninguém nem saberia que eu existiria.

Não preciso dizer qual deles é o Aldo, né?

Não preciso dizer qual deles é o Aldo, né?